Projeto Portal foi uma revista de contos de ficção científica com periodicidade semestral, editada no sistema de cooperativa durante os anos de 2008 e 2010. A pequena tiragem — duzentos exemplares de cada número — foi distribuída entre acadêmicos, jornalistas e formadores de opinião. Seis números (de papel e tinta, não online). O título de cada revista homenageou uma obra célebre do gênero: Portal Solaris, Portal Neuromancer, Portal Stalker, Portal Fundação, Portal 2001 e Portal Fahrenheit.
Idealização: Nelson de Oliveira | Projeto gráfico e diagramação: Teo Adorno
Revisão: Mirtes Leal e Ivan Hegenberg | Impressão: LGE Editora
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sexta-feira, 19 de outubro de 2012
terça-feira, 15 de novembro de 2011
sábado, 12 de novembro de 2011
sábado, 29 de outubro de 2011
sábado, 15 de outubro de 2011
terça-feira, 20 de setembro de 2011
domingo, 12 de junho de 2011
Uma virada internacional?

a)Trecho da coluna de Roberto de Souza Causo no Terra Magazine de 21 de maio:
"Na coluna de 26 de fevereiro deste ano - a respeito da noveleta de Christopher Kastensmidt, "O Encontro Fortuito de van Oost e Oludara", texto finalista do Prêmio Nebula 2010 -, eu já alertava para o fato de que as "indicações deste ano são bastante internacionais, expressando o atual interesse da literatura especulativa por outras culturas e pela sua dimensão global."
Indicações para outros prêmios, e outras discussões dentro da comunidade anglo-americana, sugerem que esse interesse pela dimensão global da ficção científica e da fantasia podem estar configurando uma verdadeira "virada internacional".
É bom observar, antes de mais nada, que já há uns quinze anos que o centro de interesse na ficção científica em inglês parece ser dominada por autores um pouco fora do antigo centro, que era composto de escritores norte-americanos, seja da Golden Age (Asimov, Bradbury, Heinlein, de Camp, Farmer, Pohl, Williamson, Vance, Clement), da New Wave (Ellison, Zelazny, Disch, Wolfe), do feminismo (Le Guin, Rusch), ou do Movimento Cyberpunk (Gibson, Sterling, Rucker, Cadigan).
Esses autores dominantes nos últimos quinze anos seriam britânicos como Neil Gaiman, Stephen Baxter, Paul J. McCauley, Charles Stross, China Miéville, Alastair Reynolds, Ken McLeod, Ian McDonald, Iain Banks, Gwyneth Jones e tantos mais, além de um ou outro australiano como Greg Egan.
Isso não significa, é claro, que os escritores americanos tenham parado de escrever obras significativas, ou que tenham entrado em decadência - nem que esses autores ingleses e australianos sejam inerentemente superiores, mas apenas que o núcleo que eles formam vem rivalizando fortemente com outros centros, demonstrando já um índice de uma maior internacionalização do gênero. "
Para ler tudo clique AQUI.
b)De certa forma, pode-se ler ESTE artigo do Bráulio Tavares como uma confirmação da teoria de Causo
c)Veja também como foi o movimentado (para a Ficção Científica. Aqui no blog, entretanto, dei uma bobeada feia) final de maio em São Paulo, clicando nesta outra coluna de Causo AQUI.
d)Esta imagem não tem muito a ver com o assunto, mas só coloquei porque hoje é Dia dos Namorados... hm... Esqueci que Musky é hermafrodita. Trata-se de Axle Munshine e Musky, personagens do quadrinho/banda desenhada de Ficção Científica Vagabundo dos Limbos, escrita por Christian Godard e ilustrada por Julio Ribera... É publicada desde 1975, mas aqui no Brasil só chegaram algumas edições da Meribérica.
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segunda-feira, 30 de maio de 2011
Weird Science Fantasy (1954)

Publicado em Weird Science Fantast nº 24. Dois sujeitos abduzidos para um planeta de "sonho". Clique na imagem para história completa, em inglês. Via Pappy´s Golden Age. Wally Wood suicidou-se em 1981.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Phillip K. Dick por Crumb

"Esta é a história de Robert Crumb publicada em 1986 na revista Weirdo #17 sobre a experiência mística de Philip K. Dick (1928-1982) retratada no romance "Valis", publicado em Portugal pela Livros do Brasil na coleção Argonauta como "O Mistério de Valis" (sem data) em dois volumes (300 e 301).
A história é uma interpretação gráfica de uma série de eventos que Dick vivenciou no mês de março de 1974. Ele passou o resto de sua vida tentando descobrir o que teria acontecido durante aquele período.
AQUI você encontrará as 8 páginas dessa história. Os arquivos são grandes (300-350Kb em média) para que o texto fique legível e os detalhes visíveis."
(A imagem acima encontrei no google e é de uma história antiga do Crumb, na qual dois alienígenas tentam dar um recado para uns figurões do Pentágono)
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Os Três Espaciais
Space men with a mission
You must make a very big decision
With your solar bomb you could destroy us
Or save the world...
Or save the world...
Space men must be wise men
Strange in human eyes, you'll be disguised then
Bonnie Bunny, Pony Ronny laughed when
Zero had no luck
And became a duck...
Space men with a mission
They must make a very big decision
Earth boy Kenny Carter knows their secret
Away they go
To meet the foe
Amazing Three...
Amazing Three...
Amazing Three...
(Em inglês: The Amazing 3/ Em português: Visitantes do Espaço ou Os Três Espaciais/ Em japonês: W3 or Wonder 3 foi um manga e um anime de Osamu Tezuka.
Esta letra - do tema de abertura da versão americana - descobri lendo Love and Rockets)
-Os heróis "animais" possivelmente inspiraram a série em quadrinhos WE3 (2004), escrita por Grant Morrison e desenhada por Frank Quitely. No caso desta série, temos um Cachorro, um Gato e um Coelho. Segue sinopse, conforme o "UniversoHQ":
"Três animais foram treinados pelo governo e equipados com avançados exoesqueletos para se tornarem as mais mortíferas armas já produzidas: inteligentes, obedientes e - acima de tudo - letais. No entanto, dentro das armaduras estão três amedrontados bichos de estimação, cujo instinto de sobrevivência pode se sobrepor aos desmandos de seus criadores."
-Aqui neste Link do Coilhouse e neste outro, "imagens" e uma história "suspeitíssima" de um Projeto Russo para criação de ciborgues caninos.
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sexta-feira, 18 de março de 2011
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Druillet
(O texto original - mutatis mutandis - é do Sérgio Codespoti, para o Universo HQ)
"A trilogia Salammbô, de Philippe Druillet, foi relançada na França num encadernado que reunirá os três volumes originais da série.
Originalmente lançada em 1980, nas páginas da Métal Hurlant e posteriormente na revista Pilote, a série é composta pelos livros Salammbô, de 1980; Carthage, de 1982; e Mathô, de 1986. Salammbô é uma livre adaptação da obra de mesmo nome, de Gustave Flaubert.
A história de Flaubert se passa no século 3 a.C., durante as Guerras Púnicas, quando os mercenários a serviço de Cartago se revoltam contra seus empregadores. Os chefes bárbaros Mathô e Narr'Havas se apaixonam por Salammbô, a filha do sufete (supremo magistrado) de Cartago. O triângulo amoroso será o estopim de um confronto.
Em Salammbô, Druillet faz da Cartago de Flaubert a capital de um planeta num conflito cósmico. Mathô é transformado em Lone Sloane, o personagem cult de Druillet, que surgiu em 1966 e ganhou destaque na década de 1970."
* * *
AQUI, encontrei a primeira parte de uma entrevista com Druillet. Em português, na revista eletrônica SOMA
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Buck Rogers no século XXV

(Tira dominical extraída do Pequenas Imagens)
"Buck Rogers surgiu na literatura com o nome de Anthony Rogers, na história Armageddon 2419, publicada na edição de agosto da revista "Amazing Stories". Foi criado pelo escritor Phillip Francis Nowlan, nascido em 1888, em Filadelfia, Pensilvânia. Nowlan voltou a usar o personagem em outra história, "The Airlords of Han", publicada na edição de agosto de 1928 na revista "Amazing Stories". Armageddon 2419 foi uma das histórias que inauguraram um novo sub-gênero na ficção científica: a space opera. Nowlan também escreveu os roteiros da versão em quadrinhos, até morrer, em 1940."
(Texto extraído do InfanTV)
"Atualmente vemos em toda parte histórias em quadrinhos de ficção científica, isto é, aquelas que mostram coisas fantásticas do mundo futuro. Mas... qual terá sido a primeira história deste gênero? Buck Rogers, em 1929. (...) Buck Rogers é um homem do século XX que sofre um acidente numa mina e fica sob a ação de um gás misterioso: seu corpo entra, então num estado de "animação suspensa" durante quinhentos anos e ele vai acordar no século XXV.
O mundo que Buck Rogers encontra está totalmente mudado: cidades fabulosas, algumas recobertas com imensas redomas de "vidro metálico"; carros flutuantes controlados pelo cosmoimã e com direção automática. O rádio é a base de tudo, com suas oscilações eletrônicas, inframagnéticas e cósmicas."
(Texto extraído do Manual do Mickey, Editora Abril, 1973)
"No bucks, no Buck Rogers"
("Sem dinheiro, sem astronautas" foi a legenda)
(Ouvido no filme "Os Eleitos" de Philip Kaufman, baseado na obra de Tom Wolfe sobre a história da corrida espacial)
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Os olhos do gato
A imaginação é matemática. Eu e minhas amigas brincávamos na varanda:
Somar:
-Uma borboleta tão grande que o movimento de suas asas provoca furacões.

Subtrair:
-A sombra de uma mulher recatada se desprende e sai pelo mundo pra viver grandes aventuras.

Multiplicar:
-Milhares de esqueletos invadem o estádio pra assistir à final da Copa do Mundo.

Dividir:
-Pego a cabeça de um touro e o corpo de um homem e tenho um minotauro.
Os olhos do gato, de Luiz Bras. Portal Fahrenheit.
Somar:
-Uma borboleta tão grande que o movimento de suas asas provoca furacões.

Subtrair:
-A sombra de uma mulher recatada se desprende e sai pelo mundo pra viver grandes aventuras.

Multiplicar:
-Milhares de esqueletos invadem o estádio pra assistir à final da Copa do Mundo.

Dividir:
-Pego a cabeça de um touro e o corpo de um homem e tenho um minotauro.
Os olhos do gato, de Luiz Bras. Portal Fahrenheit.
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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Invasores

"Ao chegarem, depararam com a fazenda destruída, a casa grande em chamas e vários corpos espalhados, entre os quais seu irmão, alguns parentes que ali viviam e os trabalhadores. Haviam lutado, mas era evidente que tinham sido apanhados de surpresa, no sono arrebatador do início da manhã. João Gê, vaqueiro, forte e pesado, com dois tiros no peito, agonizado. E revelou que Dona Estela e as meninas não estavam ali, tinham partido com os assassinos."
Invasores, de Mayrant Gallo. Portal Fahrenheit.
Imagem: página extraída de um dos álbuns de Jeremiah, personagem criado pelo belga HermannHupen (site oficial do autor AQUI).
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terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Carapaças
Outro quadrinho de FC disponibilizado pelo italiano "Shivabel" no YouTube. Carapaças, dos irmãos Schuiten
domingo, 2 de janeiro de 2011
Flash Gordon, por Bráulio Tavares
(Fonte do texto Mundo Fantasmo; Fonte do Mapa, clique na imagem)
"Numa entrevista à TV, o escritor português Antonio Lobo Antunes disse que todo escritor, ao ser indagado sobre as influências que o levaram a escrever, costuma citar Joyce, Proust, etc. Para ele, isso é conversa fiada de intelectual. “Quem nos leva a escrever é Flash Gordon”, disse. “Muito antes de conhecermos os grandes autores, a vontade de contar histórias já nos foi despertada por aqueles autores ditos menores, mas que apaixonam nossa imaginação: Emilio Salgari, Julio Verne...”
Yambo, o protagonista da A Misteriosa Chama da Rainha Loana de Umberto Eco, é um homem com amnésia que reconstitui a própria infância através dos livros e gibis que leu. Yambo relaciona a imagem de Flash Gordon, que ele lia no semanário L’Avventuroso, aos heróis arianos da época (1934) e à própria imagem de Mussolini, e diz à página 237: “Tive em Flash Gordon a primeira imagem de um herói de uma guerra de libertação combatida em um Alhures Absoluto, fazendo explodirem asteróides fortificados em galáxias distantes”. Ele percebe também os anacronismos dos quadrinhos de Alex Raymond, em que os personagens “eram incongruentemente dotados tanto de armas brancas ou flechas quanto de prodigiosos fuzis de raio fulminante”.
Ariano Suassuna recorda ter visto na infância Flash Gordon no Planeta Mongo, e diz: “Quando vi a chegada do homem à Lua pela televisão, fiquei decepcionado. Flash Gordon era mil vezes mais interessante”. Lobo Antunes nasceu em 1942, Eco em 1932 e Ariano em 1927. Nestes três escritores tão diferentes entre si vemos o resultado de uma das primeiras investidas maciças da cultura pop norte-americana (cinema e quadrinhos) durante as décadas de 1930-40.
Hoje em dia vivemos saturados de “Space Opera”, a tal ponto que mesmo os aficionados (como eu) consideram isto uma banalização insuportável da beleza da FC. Flash Gordon surgiu numa época em que o “realismo aparente” era soberano. Naquela paisagem naturalista e banal suas aventuras envolviam reinos futuristas, monstros pré-históricos, foguetes espaciais, lutas de gladiadores, pistolas desintegradoras. Eram, e ainda são, um escoadouro indisciplinado e descontraído para as imagens do inconsciente, sem a mínima preocupação com a lógica ou a verossimilhança. A imagem brotando pelo seu valor como imagem; a peripécia surgindo pelo seu valor como peripécia.
Flash Gordon foi o Star Wars de seu tempo, ou melhor, uma síntese surrealista entre o futurismo de Star Wars e o medievalismo de O Senhor dos Anéis. Nada tem de científico. Seus enredos são absurdos, seus personagens são de papelão. No cinema, os efeitos especiais provocam risos no espectador de hoje; nos quadrinhos, o belo desenho de Alex Raymond continua imbatível. Mas acima de tudo ele comprova o poder da imaginação pura, despida de pretextos, independente da razão e da lógica. Flash Gordon é o nosso inconsciente coletivo posto a nu e revelado às crianças antes que elas sejam vacinadas contra a imaginação."
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Flash Gordon, The Greatest Adventure of All (1979)
Texto do livro "Super-heróis nos Desenhos Animados" (Editora Europa):
"De olho no sucesso de Guerra nas Estrelas, o estúdio Filmation produziu a primeira animação do herói das tiras de jornal. A primeira temporada é considerada um dos melhores trabalhos do estúdio, mas o tom mais infantil do segundo ano levou ao cancelamento do desenho."
Lembro-me de tentar acompanhar este desenho, mas era complicado porque passavam em episódios semanais num horário meio complicado para quem era criança seguir...
Este é o piloto da série (achei no YouTube): a história se passa em 1939 e já inicia com o bombardeio de Varsóvia pelos alemães. Parece bem fiel ao espírito do original dos quadrinhos.
Mais detalhes aqui no Wikipedia
sábado, 1 de janeiro de 2011
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
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