Projeto Portal foi uma revista de contos de ficção científica com periodicidade semestral, editada no sistema de cooperativa durante os anos de 2008 e 2010. A pequena tiragem — duzentos exemplares de cada número — foi distribuída entre acadêmicos, jornalistas e formadores de opinião. Seis números (de papel e tinta, não online). O título de cada revista homenageou uma obra célebre do gênero: Portal Solaris, Portal Neuromancer, Portal Stalker, Portal Fundação, Portal 2001 e Portal Fahrenheit.
Idealização: Nelson de Oliveira | Projeto gráfico e diagramação: Teo Adorno Revisão: Mirtes Leal e Ivan Hegenberg | Impressão: LGE Editora
"Ao chegarem, depararam com a fazenda destruída, a casa grande em chamas e vários corpos espalhados, entre os quais seu irmão, alguns parentes que ali viviam e os trabalhadores. Haviam lutado, mas era evidente que tinham sido apanhados de surpresa, no sono arrebatador do início da manhã. João Gê, vaqueiro, forte e pesado, com dois tiros no peito, agonizado. E revelou que Dona Estela e as meninas não estavam ali, tinham partido com os assassinos."
Invasores, de Mayrant Gallo. Portal Fahrenheit.
Imagem: página extraída de um dos álbuns de Jeremiah, personagem criado pelo belga HermannHupen (site oficial do autor AQUI).
Don't be afraid! Robots found watsy (la la la la) Come take me higher Take all the things that I know for sure come take them to slaughter? Listen to whats his face, I'm so sick of L.A. Everybodys got another face Somebody come show me the way Let the skys open up?take my eyes open them up Don't be afraid, don't be afraid, don't be afraid, don't be afraid!
Aliens invading, run for your life! Grab your wife and babies, it's going down tonight Standing on the strip malls, since dark night?were Aliens invading?(aliens invading) Are aliens invading? Run for your life!
Signs have been written (all along us)? I swear were sitting?(la la la la) So much we can't see Heavenly bodies come down and touch me Let's take a trip to the outer space Get me high on the milky way I'll give you a taste Just a little taste of the human race Let the skies open up?take my eyes open them up Don't be afraid, don't be afraid, don't be afraid, don't be afraid!
Aliens invading, run for your life! Grab your wife and babies, it's going down tonight Standing on the strip malls, since dark night?were Aliens invading?(aliens invading) Are aliens invading? Run for your life!
I am in love with an alien You are in love with an alien I am (I am) an alien You are an alien We all are ?ALIENS! Standing on the strip malls (strip malls)?starlight I am an alien
Aliens invading, run for your life! Grab your wife and babies? it's going down tonight Standing on the strip malls, since dark night?were Aliens invading (aliens invading) Are aliens invading??Run for your life!
(Imagem de Franco Brambila - via Thing-Studio - ele é um ilustrador italiano que gosta de ficção científica. Em seu portfólio, há uma sessão com colagens misturando ficção científica e fotografias antigas de cartão postal. )
Está na moda adaptar versões de clássicos da literatura para o gênero “zumbi”. Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, é o exemplo de maior sucesso até agora. Porém os zumbis acabam de, audaciosamente, chegar onde morto-vivo nenhum jamais esteve.
Acaba de ser lançado nos Estados Unidos o livro The Night of Living Trekkies. Na obra um grupo de fãs de Star Trek precisa conter uma invasão de zumbis durante uma convenção. Simplesmente genial. Para marcar o lançamento os produtores criaram um trailer-comercial para o livro. O resultado é o que você confere no vídeo acima. Estão esperando o que para adaptar isso logo para os cinemas?"
"Um redshirt é um tipo de personagem de apoio em filmes ou televisão que não é apresentado como personagem, geralmente tem como propósito ser morto.
(...)
Redshirts são especialmente comuns no gênero de ficção-científica, e o termo é derivado de uma série de televisão de 1966,Star Trek, onde personagens nunca antes vistos vestiam uniformes vermelhos (representando o emblema do Departamento de Segurança e Engenharia) e quase universalmente encontravam a morte logo após juntarem-se aos personagens principais em uma missão longe da nave. A morte deles pode ilustrar o perigo que cerca os personagens principais na história, que na verdade nunca estavam em perigo real de serem eliminados do seriado.
Não só o termo por si mesmo é uma referência direta, também o propósito dos personages "redshirt" é claramente definido pelas origens."
O trecho acima foi extraído da "Lostpedia". Logo abaixo um clip com a música "Red Shirt Boogie Blues" :
Meu amor, Olha só hoje o sol não apareceu É o fim da aventura humana na Terra Meu planeta adeus, Fugiremos nós dois na arca de Noé Olha meu amor, O final da odisséia terrestre Sou Adão e você será!...
Minha pequena Eva (Eva!) O nosso amor na última astronave (Eva!) Além do infinito eu vou voar Sozinho com você...
E voando bem alto(Eva!) Me abraça pelo espaço de um instante(Eva!) Me envolve com teu corpo E me dá, a força pra viver...
Pelo espaço de um instante Afinal não há nada mais Que o céu azul pra gente voar Sobre o Rio, Beirute Ou Madagascar...
Toda a terra reduzida A nada, a nada mais Minha vida é um flash(Flash!) De controles Botões anti-atômicos Olha bem meu amor É o fim da odisséia terrestre Sou Adão e você será...
Minha pequena Eva (Eva!) O nosso amor Na última astronave (Eva!) Além do infinito eu vou voar Sozinho com você...
E voando bem alto (Eva!) Me abraça pelo espaço De um instante (Eva!) Me envolve com teu corpo E me dá a força prá viver...
Minha pequena Eva (Eva!) O nosso amor Na última astronave (Eva!) Além do infinito eu vou voar Sozinho com você...
(Tocada pelo Rádio Taxi. Versão de M. Ficoreli para uma composição dos italianos Giancarlo Bigazzi e Umberto Tozzi. Quer conhecer o original italiano? Clica ACQÜI)
" No período da Guerra Fria, quando o mundo se dividia radicalmente entre Comunistas e Capitalistas, uma ameaça pairava no ar: a hecatombe nuclear que iria dizimar a raça humana e transformar tudo em um cenário de horror onde os vivos invejariam os mortos. Em torno dessa temática apocalíptica uma série de filmes foram produzidos. Houve o clássico episódio do seriado ALÉM DA IMAGINAÇÃO, onde um homem atormentado pela família e pelos colegas de serviço se tranca em um cofre para ter um momento de paz e se dedicar a leitura, seu grande prazer. Ao sair do cofre descobre que o mundo acabou graças a um ataque nuclear. Em um episódio de Halloween de OS SIMPSONS, uma paródia dessa história foi feita mostrando Homer Simpson como o único sobrevivente de um ataque nuclear. Produções muito interessantes beberam dessa fonte apocalíptica como FUGA DE NOVA IORQUE de John Carpenter e MAD MAX 2. Porém, foi na Itália que esses filmes ganharam seu mais bizarro tratamento através dos Filmes Apocalípticos Italianos. "
"Um novo gênero literário está surgindo nos EUA: a ficção científica apocalíptico-evangélica. São livros que têm feito muito sucesso e foram adaptados para o cinema. O nome da série (já com mais de 12 títulos), tirado do primeiro romance, é “Left Behind” (“Deixados para Trás”). Sua premissa é o fenômeno religioso chamado “the Rapture”, que pode ser traduzido como “rapto”, “arrebatamento”, “abdução”: de um momento para outro, todos os verdadeiros cristãos desaparecem da Terra, levados para o Paraíso, e aqueles que são “deixados para trás” têm que enfrentar um mundo que regride ao caos e à selvageria como num romance de terror de Stephen King, para se redimirem através das boas ações e da fé."
A cidade do sertão australiano onde Mad Max foi filmado chama-se Silverton (Uma "megalópole" de 51 habitantes!) e recebe 140 mil turistas por ano que querem conhecer os cenários deste clássico do pós-apocalipse. Adrian Bennet, era um adolescente na Inglaterra quando assistiu ao filme. Tornou-se um fanático: construiu uma réplica do Interceptor, veículo de Max. E agora se mudou de mala e cuia para a Austrália, onde pretende construir um Museu Mad Max.
E isto não é tudo: fãs pretendem se reunir agora no mês de outubro no deserto da Califórnia para um grande encontro chamado "Wasteland Weekend". A ideia é passar três dias em mundo com cenários e ambientes inspirados no filme.
"Join the hundreds of fans coming from all over the the United States (and beyond) to gather in the Southern California desert. Set up camp at our wasteland compound, surrounded by specially-built sets. Costumes are required and post-apocalyptic campsites and vehicles are encouraged. Live for three days in a world pulled straight out of the Mad Max movies, beyond the grip of so-called civilization.
Top DJs from all over will provide the soundtrack, fire dancers and bonfires will light up the night, and modified vehicles will shake the earth with their engines."
"A Terceira Guerra Mundial começou em 25 de junho de 1950, quando a República da Coreia foi invadida por 60 mil norte-coreanos liderados por uma centena de tanques russos... e foi até janeiro de 1993, quando a Entente Cordiale do Vaticano foi assinada entre o bloco Oriental e o Ocidental. A III Guerra Mundial - quente e fria - durou quarenta e três anos, apesar de ninguém ter sido esperto o suficiente para notar que se tratava de um único conflito, contínuo. De qualquer forma, no ano novo de 1993 tudo estava acabado: paz e tranquilidade reinavam sobre a Terra...
Por dois anos, seis meses e três dias.
A IV Guerra Mundial estourou no Quatro de Julho de 1995. Durou cinco dias; até os últimos mísseis (uns poucos que haviam encrencado em sua fase de lançamento) finalmente atingirem vários silos subterrâneos sob o deserto do Arizona, sob os Urais e a cordilheira de Altay; mas já não havia muito pelo que lutar naquela ocasião. Cinco dias."
Filme pós-apocalíptico de 1975 (estrelado por um Don "Miami Vice" Johnson) baseado em um conto do escritor norte-americano Harlan Ellison. É um filme B, escuro, bem ao estilo daqueles que Tarantino e Rodrigues emularam com "À prova de Morte" e "Planeta Terror". Virou graphic novel "Vic and Blood" com desenhos de Richard Corben (De onde traduzi - mal e porcamente - o trecho acima).
A história é sobre um garoto (Vic) e seu cachorro telepata (?) que vivem em um mundo destruído por uma guerra nuclear, onde buscam comida e garotas.
e)Homens do Fim do Mundo
Um ótimo livro sobre História da Ciência que se revelou um ótimo livro sobre a ficção científica apocalíptica é "Homens do Fim do Mundo" (P.D.Smith, Cia das Letras), no qual - entre muitas outras coisas - se narra a troca entre a visão dos cientistas e a das histórias de ficção científica sobre os destinos e os propósitos da arma do fim do mundo: a bomba atômica. O livro termina contando com detalhes os bastidores de "Dr Fantástico" de Kubrick e o fim deprimente do escritor do livro de onde se originou o filme.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
[ Esqueçam tudo o que já foi dito sobre o fim do mundo: ele ocorrerá mesmo no dia 31 de julho de 2013]
Finalmente, com 46 anos de atraso, chega ao Brasil O planeta dos macacos, de Pierre Boulle, romance francês de ficção científica que inspirou o filme homônimo, de 1967. Adeptos, cultores e outros aproveitem! A edição, pela Agir, integra a coleção Pocket Ouro, série Grandes Filmes, a preço relativamente módico. Quem não se lembra da cena em que Taylor, a cavalo, com a bela Nova na garupa, na praia, avista de repente a Estátua da Liberdade tombada e destroçada? Segundo Nelson de Oliveira: "Um clássico!"