Revisão: Mirtes Leal e Ivan Hegenberg | Impressão: LGE Editora
terça-feira, 10 de abril de 2012
sexta-feira, 16 de março de 2012
Muse

Starlight
Far away
This ship has taken me far away
Far away for the memories
Of the people who care if I live or die
Starlight
I will be chasing the starlight
Until the end of my life
I don't know if it's worth it anymore
Hold you in my arms
I just wanted to hold
You in my arms
My life
You electrify my life
Let's conspire to ignite
All the souls that would die just to feel alive
I'll never let you go
If you promise not to fade away
Never fade away
Our hopes and expectations
Black holes and revelations
Our hopes and expectations
Black holes and revelations
Hold you in my Arms
I just wanted to hold
You in my arms
Far away
This ship has taken me far away
Far away from the memories
Of the people who care if I live or die
And I'll never let you go
If you promise not to fade away
Never fade away
Our hopes and expectations
Black holes and revelations,
YEAH!
Our hopes and expectations
Black holes and revelations
Hold you in my Arms
I just wanted to hold
You in my arms
Supermassive Black Hole
Ooh, baby, don't you know I suffer?
Ooh, baby, can't you hear me moan?
You caught me under false pretenses
How long before you let me go?
Ooooh-ahhh, you set my soul a-light
Ooooh-ahhh, you set my soul a-light
Glaciers melting in the dead of night
And the superstars sucked into the supermassive
[ooooh-ahhh, you set my soul a-light]
Glaciers melting in the dead of night
And the superstars sucked into the...
[ooooh-ahhh, you set my soul...]
I thought i was a fool for no one
But, ooh, baby, I'm a fool for you
You're the queen of the superficial
But how long before you tell the truth?
Ooooh-ahhh, you set my soul a-light
Ooooh-ahhh, you set my soul a-light
Glaciers melting in the dead of night
And the superstars sucked into the supermassive
[ooooh-ahhh, you set my soul a-light]
Glaciers melting in the dead of night
And the superstars sucked into the...
[ooooh-ahhh, you set my soul...]
Supermassive black hole (4x)
Glaciers melting in the dead of night
And the superstars sucked into the supermassive
Glaciers melting in the dead of night
And the superstars sucked into the supermassive
Ooooh-ahhh, you set my soul a-light
Ooooh-ahhh, you set my soul a-light
Glaciers melting in the dead of night
And the superstars sucked into the...
[ooooh-ahhh, you set my soul...]
Supermassive black hole(4x)
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Electric Eye
Up here in space
Im looking down on you
My lasers trace
Everything you do
You think youve private lives
Think nothing of the kind
There is no true escape
Im watching all the time
Im made of metal
My circuits gleam
I am perpetual
I keep the country clean
Im elected electric spy
Im protected electric eye
Always in focus
You cant feel my stare
I zoom into you
You dont know Im there
I take a pride in probing all your secret moves
My tearless retina takes pictures that can prove
Im made of metal
My circuits gleam
I am perpetual
I keep the country clean
Im elected electric spy
Im protected electric eye
Electric eye, in the sky
Feel my stare, always there
Theres nothing you can do about it
Develop and expose
I feed upon your every thought
And so my power grows
Im made of metal
My circuits gleam
I am perpetual
I keep the country clean
Im elected electric spy
Im protected electric eye
Protected. detective. electric eye
(O original é do Judas Priest. Mas há uma cover do As I Lay Dying. Imagem do Metropolis of Tomorrow)
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Space Walk
(A voz sampleada nesta música de Lemon Jelly pertence a voz do astronauta Ed White em sua caminhada espacial durante o Programa Gemini. Algum tempo depois (1967), Ed morreria em um incêndio na Apolo I. Via Sci-Fi-O-Rama em uma postagem sobre um álbum chamado "To the Moon")
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Rendezvous with Rama
Rendezvous with Rama, por Yojimbo Billions.
* * *
A Aleph acabou de lançar o Encontro com Rama, de Arthur C.Clarke.
Sinopse (via o site da editora):
Encontro com Rama conta a história de uma terrível colisão de um meteorito contra o continente europeu. Após o acontecimento, líderes mundiais e cientistas reuniram esforços para evitar que catástrofes dessa natureza voltassem a acontecer. Quase cinquenta anos depois, a humanidade atônita acompanha a chegada de um novo astro ao Sistema Solar. De proporções inimagináveis, Rama espanta e ameaça, pois avança firmemente na direção de nosso Sol. Uma expedição é enviada para explorar os mistérios do que se imagina ser um colossal meteoro.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
UFO Robot
Ufo Robot Ufo Robot
Ufo Robot Ufo Robot
Si Trasforma in Un Razzo Missile
Con Circuiti Di Mille Valvole
Tra Le Stelle Sprinta e Va
Mangia Libri Di Cibernetica
Insalate Di Matematica
E a Giocar Su Marte Va
Lui Respira Nell'aria Cosmica
E' Un Miracolo Di Elettronica
Ma Un Cuore Umano Ha
Ma Chi E' ? Ma Chi E' ?
Ufo Robot Ufo Robot
Raggi Laser Che Sembran Fulmini
E' Protetto Da Scudi Termici
Sentinella Lui Ci Fa
Quando Schiaccia Un Pulsante Magico
Lui Diventa Un Ipergalattico
Lotta Per L'umanita'
Ufo Robot Ufo Robot
Ufo Robot Ufo Robot
Si Trasforma in Un Razzo Missile
Con Circuiti Di Mille Valvole
Tra Le Stelle Sprinta e Va
Lui Respira Nell'aria Cosmica
E' Un Miracolo Di Elettronica
Ma Un Cuore Umano Ha
Ma Chi E' ? Ma Chi E' ?
Ufo Robot Ufo Robot
Raggi Laser Che Sembran Fulmini
E' Protetto Da Scudi Termici
Sentinella Lui Ci Fa
Quando Schiaccia Un Pulsante Magico
Lui Diventa Un Ipergalattico
Lotta Per L'umanita'
Si Trasforma in Un Razzo Missile
Con Circuiti Di Mille Valvole
Tra Le Stelle Sprinta e Va
Ufo Robot Ufo Robot
Ufo Robot Ufo Robot
(1978, "disco" do grupo italiano Actaurus. Existe uma outra versão aqui, tão velha e ruim quanto esta, por Stefania Rotolo, com a desvantagem do vídeo trash com dançarinas e plateia-robô bem ao estilo Fantástico Show da Vida... Via PCL LinkDump )
domingo, 29 de maio de 2011
eu no futuro

Mama, olha eu no futuro
Mandando um abraço
Pelo cyberespaço
Mama, eu não faço mais besteira
Tá tudo mudado
Eu virei
Vagabundo globalizado
Mama, eu tô virado,
Eu virei...
Mama meu samba é guerreiro
Mesmo que qualquer distância
É menor que a saudade
Mama, hoje tem batuque no terreiro
Já tô avisado,
Eu virei
Vagabundo considerado
Um siderado brasileiro
Eu no futuro, mama olha eu
Eu no futuro, mama olha eu
No futuro a onda é diferente
Mas tem miséria igual
Tem solidão também
Minha janela dá prum céu escuro
Mas aqui é o futuro
A cozinha lá de casa não tem gravidade
E se eu abro a torneira
A água voa
E as panelas saem prá passear
Sob a garoa
Mama, eu tõ a toa,
Mas quando eu penso em você
Eu tô seguro
Eu tô no futuro
Eu no futuro (mama, olha eu)
Eu no futuro
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Martian girl

(The Aquabats)
Here's a story that must be told
It's kinda' new, not very old
About a female martian with a wild grin
Big orange eyes and green skin
Blue was her hair
She came from way up there
She wore silver underwear
Almost naked but she didn't care
Why oh, why did she come from
Planet V?
I don't know woh who who
(Chorus)
Martian girl from Planet V
Will you marry me?
Wo wo wo wo wo
She came from outer space
She came to see
If earth was good
Wo wo wo wo
She got distracted at the supermarket
In the meat department
Wo wo wo wo wo
She's looking at me
She's looking hungry
Think she's gonna eat me!
Wo wo wo wo wo
She's not a bird
She's not a plane
She's got green blood
Pumping through her veins.
Saw a light in the sky
And then I found her
Now I'm having my own close encounter
She smiled at me as she fixed her hair
And then she kissed me
Right then and there
I started bleeding,
That's the weirdest part
'Cuz this alien's teeth were razor sharp!
(Chorus)
Woah, Oh Baby,
What a wacky alien she was
I'll tell you why, It's just because
She had an appetite that couldn't be beat
She came from space to eat people meat
I guess I didn't taste good anyway
'Cuz when she kissed me,
she flew away!
(Chorus)
(via Neatorama - As 10 canções de amor mais "geeks")
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Perdidos nas Estrelas

Perdidos Nas Estrelas
(Arrigo Barnabé
Composição: Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção)
Vi lá em cima no céu brilhando
Mas de uma lua não estou na terra
Nenhuma nuvem ninguém na nave
Vênus ou Marte aonde estou
Nessa solidão selvagem e silenciosa
Clima carregado de suspeitas
Eu espreitava aguardava a hora exata
De voltar pro meu planeta
Súbito clarão veio de cima num susto
Num átimo imprimiu uma mensagem
Numa pedra um relâmpago elétrico
Depois de ler e reler o texto escrito
Constatei aflito ser um ultimato um veredicto
Abandone as esperanças
Tudo por aqui é teia de aranha, seu mosquito
Você profanou a minha carne
Com essa geringonça estúpida daqui não sairás
Pois agora aqui será teu paradeiro
Pesadelo purgatório teu inferno
Paraíso nunca
domingo, 8 de maio de 2011
Big Brother Mental

(De Siba e Ronaldo Corrêa. VIA IMPOSTOR)
Desde que aprendi a ler
que me tornei curioso
inquieto e buliçoso
tudo eu queria saber
procurei tanto aprender
que findei desaprendendo
por mais que eu viva querendo
não acho a sabedoria
e o pouco que eu sabia
agora estou me esquecendo
aprendi a letra a
pensando na letra z
e no final do abc
misturei o bê-à-bá
fiquei pra lá e pra cá
e a confusão me devora
me atrapalho a toda hora
pergunto a todo momento
será que meu pensamento
vem de mim mesmo ou de fora?
num museu abandonado
minha memória se esconde
guardando não sei onde
tudo o que eu fiz no passado
e o meu cérebro lotado
de TV e de internet
está clicando delete
para apagar os arquivos
que guardam os quadros mais vivos
do meu tempo de pivete
a lembrança está miúda
e a razão se atrapalha
meu cérebro se embaralha
não encontrei quem me acuda
podendo eu pedia ajuda
pra algum médico do sudeste
que façam pesquisa ou teste
em macaco ou mamulengo
instalem um chip em meu quengo
pra ver se eu penso o que preste
pra eu pensar mais aprumado
quero um computador
com um bom processador
na minha testa instalado
e um modem parafusado
na coluna vertebral
no espaço virtual
vou botar tudo o que eu penso
quem sabe um dia inda venço
um big brother mental
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Monster Magnet
King of Mars
You can rape the world and be creative now
You can kiss the right side of your brain
Oh, they can tell the tarot for the rest of us
And I can crown me Tarzan, king of Mars
Oh, they can tell the tarot for the rest of us
And I can crown me Tarzan, king of Mars
All the blazing suns
Suck up all the gods and punks
It's enough to change your life
And you know I love to come
I can see beyond your dreams
I can see on TV
Keep it all for me babe, all forever
You can rape the world and be creative now
You can kiss the right side of your brain
Oh, they can tell the tarot for the rest of us
And I can crown me Tarzan, king of Mars
Oh, they can tell the tarot for the rest of us
And I can crown me Tarzan, king of Mars
You can rape the world and be creative now
You can kiss the right side of your brain
Oh, they can tell the tarot for the rest of us
And I can crown me Tarzan, king of Mars
Oh, they can tell the tarot for the rest of us
And I can crown me Tarzan, king of Mars
Yeah...
Space Lord
I've been stuffed in your pocket
for the last hundred days
When I don't get my bath
I take it out on the slaves
So grease up your baby
for the ball on the hill
Polish them rockets now
and swallow those pills
and sing
Space Lord mother mother
There's a car in the field
now in a column of flame
With it's two doors to choose
but only one bears your name
You've been drinking my blood
well I've been licking your wounds
I'll shave off the pitch
now in the scope of your tune
You'll sing
Space Lord mother mother
I left my throne a million miles away
i drink from your tit
i sing your blues every day
now give me the strength
to split the world in two yeah
i ate all the rest and now I've gotta eat you
Well I sing
Built in my nightmares
and using my name
you're stroking my cortex
and you know I'm insane
I'm squeezed out in hump
drive and drownin' in love
encompass them all
to a position above
Well I sing
Space Lord mother mother
I left my throne a million miles away
i drink from your tit
i sing your blues every day
now give me the strength
to split the world in two yeah
i ate all the rest and now I've gotta eat you
Well I sing
Space Lord mother mother
I lost my soul when I fell to Earth
my planets called me to the void of my birth
the time has come for me to kill this game
now open wide and say my name
Space Lord mother mother
sábado, 9 de abril de 2011
Come with us

Come with us
And leave your Earth behind
Bright and clear
We see the light
Our universe is at your side
Please lead us to other suns more bright
Behold
They're coming back
Behold
They're coming back
They're coming back
They're coming back
They're coming back
They're coming back
Come with us...
(Música animal do Chemical Brothers... Tem ESTA também. Imagem: Capas das coleção de Ficção Científica da Penguin)
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Science Fiction, Double Feature
Michael Rennie was ill
The Day the Earth Stood Still
But he told us where we stand.
And Flash Gordon was there
In silver underwear,
Claude Rains was the Invisible Man.
Then something went wrong
For Fay Wray and King Kong.
They got caught in a celluloid jam.
Then at a deadly pace
It Came From...Outer Space.
And this is how the message ran:
Science fiction, double feature
Doctor X will build a creature.
See androids fighting Brad and Janet
Anne Francis stars in Forbidden Planet
Wuh uh uh oh o-o-oh
At the late night, double feature, picture show.
I knew Leo G. Carrol
Was over a barrel
When Tarantula took to the hills.
And I really got hot
When I saw Jeanette Scott
Fight a triffid that spits poison and kills.
Dana Andrews ate Prunes
Gave him the runes
And passing them used lots of skills.
But When Worlds Collide,
Said George Pal to his bride,
"I'm gonna give you some terrible thrills,"
Like a...
Doctor X will build a creature.
See androids fighting Brad and Janet
Anne Francis stars in Forbidden Planet
Wuh uh uh oh o-o-oh
At the late night, double feature, picture show.
I wanna go
Wuh oh o-o-oh
To the late night, double feature, picture show.
By RKO,
Wuh oh o-o-o
To the late night, double feature, picture show.
In the back row,
Oh oh o-o-oh
To the late night, double feature, picture show!
(Rocky Horror Show: Esta é a versão do filme. Aqui, uma versão com a canção original da peça, em Londres - 1973)
quarta-feira, 16 de março de 2011
21st Century Boy

(Sigue Sigue Sputnik)
From the 21st Century
Represent generational Rock 'N' Roll style
Martin Degville, James, Ray, X, Kavanagh, Yan Ya Ya...
Stereo, video, sci-fi sex, let's go-go-go, let's go
Oh, Saturn dreams, lazer beams, 21st century sex machines
Oh, can the cartier toss the tissot, Timex kid, time to go go
I'm a space cowboy
I'm a 21st century whoopee boy
I'm a space cowboy
Siamese, Lebanese, Chinese speaking strip TVs
Singapore, El Salvador, Coca Cola...
Mercury, luxury, shove that Fender fist at me
I'm a space cowboy
I'm a 21st century whoopee boy
"Ladies and gentlemen, Elvis 1990"
I'm a space cowboy
I'm a 21st century whoopee boy
Embryo, UFO, freak, oh, psycho horror show
Hips and lips and beauty queens
Venus ramp, sexy tramp, make-up muck my Vegas vamp
I'm a space cowboy
I'm a 21st century whoopee boy
I'm a space cowboy
I'm a 21st century whoopee boy
"Sigue Sigue Sputnik - affordable firepower!"
"I am the ultimate product..."
I'm a space cowboy
I'm a 21st century whoopee boy
I'm a space cowboy
G-g-generation whoopee boy
Let's go go go
Oh, let's go
Let's go
Let's go go go
Let's go
Let's go
Let's go go go
Let's go
Let's go
Let's go go go
Let's go
Let's go
I love technology...
(Ilustração de John Berkley - Via Blog do MESQUITA)
sexta-feira, 4 de março de 2011
Petê Rissatti comenta o clássico "A Fábrica de Robôs"
The Chemical Brothers - Believe
Enviado por Kunoo. - Sitcom, pegadinhas e vídeos de comédia stand-up.
Reza a lenda que o termo "Robôs" foi utilizado pela primeira vez nesta obra.
"Acabei de ler, não sem grande espanto, o drama quase profético em três atos do escritor Karel Tchápek (em tcheco, Karel Čapek) chamado A fábrica de robôs (Ed. Hedra, trad. do tcheco de Vera Machac). A história da peça não é novidade para nós, seres pós-modernos que já vimos inúmeras revoluções hollywoodianas acontecerem diantes dos nossos olhos: no mundo distópico criado por Tchápek, o doutor Rossum consegue criar um ser muito semelhante ao homem, porém desprovido de sentimentos, criatividades e sensações, o qual ele dá o nome de robô (que em tcheco significaria algo como servidão, trabalho forçado), palavra utilizada pela primeiríssima vez nessa obra e depois incorporada por praticamente todos os idiomas. A produção desenfreada de robôs para livrar o homem do trabalho braçal e mecânico leva a uma crise que seria o vislumbre do ocaso da humanidade. Se ainda há esperança, não serão os humanos que poderão responder?
Contudo não foi a história bem contada nos três atos, que também explora o machismo, as relações humanas deturpadas por interesses e a ganância do homem por fama, posição social e bens materiais, mas sim o fato de ela ter sido escrita em 1920, pouco depois da Primeira Grande Guerra. A visão de Tchápek sobre a sociedade de consumo que já florescia, muito provavelmente, foi encarada com certo desdém pelo grande público, contudo incomodou não apenas os circulos sociais da época, mas também os nazistas. Uma pequena biografia e um texto sobre a importância de sua obra para a literatura do século XX é bem explicada num ensaio do tradutor de línguas do Centro-Leste Europeu e professor universitário Aleksandar Jovanović.
Vale a pena!"
O texto veio do blogue do Petê, na postagem Pinóquios Modernos
quarta-feira, 2 de março de 2011
Russ Garcia x Carlos Reichenbach
Algumas outras, disponíveis no You Tube: Into Space; Venus; Lost souls of Saturn; Red Sands of Mars; Frozen Neptune.
* * * *
(Desconhecia completamente Russ Garcia. Mas então, algumas semanas atrás, li a sessão Arquivo Aberto da Ilustríssima - Folha - com as memórias de Carlos Reichenbach dos anos 60. Recomendo. Deem uma olhada abaixo.)
Garcia quase tomou minha casa
- por CARLOS REICHENBACH
1960 e poucos, São Paulo
Não me cobrem a precisão de datas, porque as armadilhas da memória e a distância do tempo já contribuíram para as fantasias dos sentimentos. O certo é que aconteceu em meados dos anos 60. Não sei se já havia iniciado o curso de cinema, mas já nutria interesse obsessivo por um estilo bem específico de música, o "space age pop".
Com três amigos, com quem gostava de flanar pelo centro de São Paulo, dividia e trocava livros e discos caídos em desgraça ou já no index do regime militar. Não estava preparado para ser abordado pelos "homens de preto" desacompanhado de meus amigos.
Havia emprestado um disco essencial de minha coleção para um ex-colega de cursinho, que eu sabia àquela altura já militando em grupos de extrema esquerda. O respeito e a admiração que eu tinha por sua opção não o autorizavam a desapropriar o bem mais precioso de meu pequeno acervo: o LP "Fantástica", do genial maestro e arranjador Russ Garcia.
O ex-colega, que vou chamar aqui de Toni, morava num quarto e sala na região do Glicério. No dia anterior ao nosso encontro, deixei um bilhete na portaria de seu prédio avisando que iria buscar o disco no final da tarde de domingo. Sei lá a razão, acabei chegando mais cedo e estranhei encontrar a porta de entrada do prédio aberta e sem o porteiro mal-humorado. Entrei no elevador ressabiado; alguma coisa não se encaixava.
Ao abrir a porta do elevador no 9º andar, dei de cara com uma mulher que parecia assustada. Ela revirou os olhos, talvez tentando dar algum sinal, mas não entendi e me restringi a deixá-la passar. Caminhei até o fundo do corredor apertando as hastes dos óculos, preocupado. A porta do apartamento de Toni estava só encostada.
Passou-me pela cabeça fugazmente uma maliciosa desconfiança envolvendo o militante e a mulher assustada. Não precisei tocar na maçaneta, a porta foi aberta por um homem forte e alto, de terno e gravata escura. E, lógico, o indefectível par de óculos escuros.
- Estávamos te esperando.
Naquela fração de segundos, vieram à tona todas as mínimas evidências da "séria ameaça" que eu representava ao governo. Entre elas, a minha certidão de nascimento, que minha mãe vivia insistindo em nunca carregar comigo. É que as duas testemunhas de meu parto prematuro em Porto Alegre - meus dois padrinhos de batismo- eram personas nada gratas ao regime: Lélio Telmo de Carvalho e Leonel de Moura Brizola.
Entrei no apartamento e vi meu colega sentado no chão, ao lado do aparelho de som, em posição de ioga. Os livros e discos todos espalhados pelo recinto e um outro homem de terno preto revirando o interior do banheiro.
O senhor A, que me atendeu, fechou a porta com exagerado zelo. De repente, se voltou para mim.
- Você é o padeiro?
Devo ter feito cara de tacho.
- Posso ver sua sacola?
Só então me lembrei que estava carregando uma sacola. Tomei um susto: será que eu estava levando algum livro proibido? Lívido, passei para o senhor A um romance de ficção científica escrito por Curt Siodmak, "Três Homens e um Planeta", se não me engano. Ele só olhou a capa e mandou guardar. Toni se apressou em pegar meu LP e me entregar na mão.
- Ele só veio buscar este disco.
- Posso ver?
O senhor A examinou detalhadamente a capa do disco.
- Garcia é um nome cubano?
- Esse é americano. Maestro e arranjador.
- Você gosta de outros mundos... Cuba, por exemplo...
Toni se apressou em tentar livrar a minha cara. Disse com ênfase, e não gostei nada do tom, que eu era um bundão, que um cara que gosta de ficção científica só podia ser um alienado.
Olhei feio para ele.
O senhor B apareceu na sala e deixou claro que estava por dentro de tudo.
- Ô, Queiroz, o "padeiro" é um tampinha. Libera o barbudo.
O senhor A olhou bem para minha barba e, devolvendo o disco sem examinar o interior, disse:
- Você tem cara de quem conhece política. Então, sabe que se esse Garcia vier aqui, ele vai tomar a tua casa e vai botar quatro ou cinco famílias lá dentro. Você não vai poder nem cagar sossegado. Depois da contundente lição das vantagens do capitalismo, o senhor A me dispensou.
Antes de sair, perguntei o que iria acontecer com Toni.
- Nada. A gente está atrás do padeiro.
Soube depois que liberaram Toni no mesmo dia e que prenderam o tal padeiro num apartamento do térreo. O porteiro mal-humorado, que fazia bico como dedo-duro, tentou faturar um extra "matando dois coelhos".
Em casa, ao colocar o disco na vitrola, congelei dos pés à cabeça. Como era hábito na época, Toni havia trocado todas as capas dos discos "proibidos". Em vez dos timbres estratosféricos de Garcia, ecoou no meu quarto a poesia visceral e revolucionária de Victor Jará, futuro mártir chileno. E, como se não bastasse, descubro, horas depois, escondidas na aba da contracapa do livro de Siodmak, duas folhas de uma fotocópia do "Catecismo de um Revolucionário", o anarco-explosivo texto de Nikolai Netchaiev, um dos mais subversivo manifestos já concebidos.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Exil sur planète fantôme
(Hubert-Félix Thiéfaine)
En ce temps-là, nos fleurs vendaient leur viande aux chiens
Et nous habitions tous de sordides tripots
Avec des aiguillages pour nos petits matins,
Quand le beau macadam nous traitait de salauds,
Nous traitait de salaud.
Nous vivions nos vertiges dans des vibrations folles
Et gerbions nos enzymes en nous gueulant : moteur !
Mais entre deux voyages, entre deux verres d'alcool,
Nous n'avions pas le temps de décompter nos heures,
De décompter nos heures.
Nous étions les danseurs d'un monde à l'agonie,
En même temps que fantômes conscients d'être mort-nés.
Nous étions fossoyeurs d'un monde à l'agonie.
En ce temps-là, le rien s'appelait quotidien
Et nous allions pointer dans les jobs interdits.
Dans les musiques blêmes, dans les sombres parfums
Dans les dédales obscurs où plane la folie
Où plane la folie
Et nous avions des gueules à briser les miroirs,
À ne montrer nos yeux que dans le contre-jour,
Mais entre deux délires, entre deux idées noires,
Nous étions les plus beaux, nous vivions à rebours,
Nous vivions à rebours.
Nous étions les danseurs d'un monde à l'agonie,
En même temps que fantômes conscients d'être mort-nés.
Nous étions fossoyeurs d'un monde à l'agonie.
En ce temps-là, les gens s'appelaient citoyens.
Nous, nous étions mutants, nous étions androgynes.
Aujourd'hui, la tempête a lynché mes copains
Et je suis le dernier à rater mon suicide,
À rater mon suicide.
Mais je veux vivre encore plus ivre de cramer.
Je veux ronger le mal jusque dans ses recoins.
J'ai traîné mes vingt siècles d'inutilité.
Je n'ai plus rien à perdre, mais j'en veux pour ma fin,
J'en veux pour ma faim.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Outras duas do Arrigo Barnabé (1980)

Office-boy
Nome: Durango
Profissão: Office-boy
Trabalhava que nem um
Desgraçado a semana inteira
No sábado, porém, estava duro
Era sábado e ele ali, sozinho
Sem nem um tostão
Pensava naquela vedete morena
Que tirava a roupa no Áurea Strip Show
Pensava nela dançando coquete
Discoteque
Ele estava duro e resolveu ligar a TV, a TV,
A TV, a TV
Ele viu uma chacrete linda
Mascando chiclete, olhando pra ele
Sorrindo, sorrindo
Primeiro erro: ligar a TV
Segundo erro: prestar atenção na imagem
Que estava sendo transmitida
Não podia ser! Aquela era Perpétua
Sua antiga namoradinha
Mas ela era apenas... ela era apenas...
Ela era caixa num supermercado
Todo dia ela só, só apertava os botões
E aquelas máquinas cantavam
Mas agora ela é uma estrela famosa
Se você quiser possuí-la novamente
Você precisa arranjar muito dinheiro, Durango
Como era mesmo aquele anúncio no jornal?
Procura-se rapaz para testar um novo produto
Paga-se bem
Ele então saiu pra procurar
Sozinho o tal endereço
E deu numa casa escura, sombria
Que até dava medo mas ele entrou
Uma enfermeira bonita, gostosa
Falou assim pra ele:
"Venha aqui, querido
que eu vou te dar
uma injeção especial, você vai
flutuar"
E ele flutuou. Sim... flutuou pra longe
dali, envolvido numa sensação deliciosa
Mas, o que ele não sabia, é que estava
sendo transformado num terrível monstro
mutante, meio homem, meio réptil, vítima
de um poderoso laboratório multinacional
que não hesitou em arruinar sua vida para
conseguir seus maléficos intentos. Os
cientistas haviam calculado tudo, mas o
que eles não sabiam era que aquele ser
disforme conservava parte de sua
consciência. E logo todo seu poder se
transformou em fúria e violência sobre-humana.
Os cientistas foram os primeiros
a conhecer sua ira. Depois a cidade
estremeceria ao ouvir falar em
Clara Crocodilo...
* * *
Clara Crocodilo
São Paulo, 31 de dezembro de 1999. falta
Pouco, pouco, muito pouco mesmo para o
Ano 2000 e você, ouvinte incauto, que no
Aconchego de seu lar, rodeado de seus
Familiares, desafortunadamente colocou
Este disco na vitrola, você que, agora,
Aguarda ansiosamente o espocar da
Champanha e o retinir das taças, você,
Inimigo mortal da angústia e do
Desespero, esteja preparado... o pesadelo
Começou. sim, eu sei, você vai dizer que é
Sua imaginação, que você andou lendo
Muito gibi ultimamente, mas então por
Que suas mãos tremeram, tremeram,
Tremeram tanto, quando você acendeu
Aquele cigarro... e por que você ficou tão
Pálido de repente? será tudo isto fruto da
Sua imaginação? não, meu amigo, vá ao
Banheiro agora, antes que seja tarde
Demais, porque neste mero disco que você
Comprou num sebo, esteve aprisionado
Por mais de 20 anos, o perigoso marginal,
O delinqüente, o facínora, o inimigo
Público número 1, Clara Crocodilo...
Quem cala consente, eu não me calo
Não vou morrer nas mãos de um tira
Quem cala, consente, eu desacato
Não vou morrer nas mãos de um rato
Não vou ficar mais neste inferno
Nem vou parar num cemitério
Metralhadora não me atinge
Não vou ficar mais neste ringue
Ei, você que está me ouvindo, você acha
Que vai conseguir me agarrar? pois então,
Tome...
Já vi que você é perseverante. vamos ver
Se você segura esta...
Meninas, vocês acham que eles querem
Mais?
Querem sim!
Você, que então é tão espertinho, vamos
Ver se você consegue me seguir neste
Labirinto.
Clara crocodilo fugiu
Clara crocodilo escapuliu
Vê se tem vergonha na cara
E ajuda clara, seu canalha
Olha o holofote no olho,
Sorte, você não passa de um repolho
Onde andará Clara Crocodilo? onde
Andará? será que ela está roubando algum
Supermercado? será que ela está
Assaltando algum banco? será que ela está
Atrás da porta de seu quarto, aguardando o
Momento oportuno para assassiná-lo com
Os seus entes queridos? ou será que ela
Está adormecida em sua mente esperando
A ocasião propícia para despertar e descer
Até seu coração... ouvinte meu, meu
Irmão?
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Estrella de la Muerte

(Ivan Ferreira)
Mátame
Mátame mucho
Estrella de la muerte
Cibernética
Eterna
Estrella plateada...
Y no dejes que jamás se junten los trozos del cristal...
Ni el bien ni el mal...
Estrella estrellita
Mátame por vanidad
Y no me mates como a todos
Desde tu vientre explotaré
Mátame
Mátame
Mátame todo...
Si tu lengua es meteoro
Que la mía sea de cristal
Si tu lengua es meteoro
Que me mande unas palabras que me hagan tiritar...
Estrella estrellita
Quiero que me alcances, que me alcance
Tu rayo sideral...
Estrella de la muerte,
Cibernética eterna...
Estrella de la muerte, Cibernética eterna...
Estrella de la muerte, Cibernética eterna...
Estrella de la muerte, Cibernética eterna..
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Canção do Astronauta

Canção do Astronauta
Reza a lenda que ele deixou o seu planeta,
Natal a muito tempo atrás;
E ainda hoje viaja sozinho pelas estrelas
Há muitas naves pelo espaço,
Todas procuram o astronauta perdido.
Ele viaja sozinho,
Buscando a estrela mítica,
Galadriel!Galadriel!
É o veterano da amargura.
O vagabundo do espaço.
Nem Blade Runner nem Flash Gordon.
Nem Blade Runner nem Flash Gordon.
O astronauta perdido.
(do Arrigo Barnabé; imagem DAQUI)
