Projeto Portal foi uma revista de contos de ficção científica com periodicidade semestral, editada no sistema de cooperativa durante os anos de 2008 e 2010. A pequena tiragem — duzentos exemplares de cada número — foi distribuída entre acadêmicos, jornalistas e formadores de opinião. Seis números (de papel e tinta, não online). O título de cada revista homenageou uma obra célebre do gênero: Portal Solaris, Portal Neuromancer, Portal Stalker, Portal Fundação, Portal 2001 e Portal Fahrenheit.


Idealização: Nelson de Oliveira | Projeto gráfico e diagramação: Teo Adorno
Revisão: Mirtes Leal e Ivan Hegenberg | Impressão: LGE Editora

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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Os Três Espaciais





Space men with a mission
You must make a very big decision
With your solar bomb you could destroy us
Or save the world...
Or save the world...

Space men must be wise men
Strange in human eyes, you'll be disguised then
Bonnie Bunny, Pony Ronny laughed when
Zero had no luck
And became a duck...

Space men with a mission
They must make a very big decision
Earth boy Kenny Carter knows their secret
Away they go
To meet the foe
Amazing Three...
Amazing Three...
Amazing Three...

(Em inglês: The Amazing 3/ Em português: Visitantes do Espaço ou Os Três Espaciais/ Em japonês: W3 or Wonder 3 foi um manga e um anime de Osamu Tezuka.

Esta letra - do tema de abertura da versão americana - descobri lendo Love and Rockets)


-Os heróis "animais" possivelmente inspiraram a série em quadrinhos WE3 (2004), escrita por Grant Morrison e desenhada por Frank Quitely. No caso desta série, temos um Cachorro, um Gato e um Coelho. Segue sinopse, conforme o "UniversoHQ":

"Três animais foram treinados pelo governo e equipados com avançados exoesqueletos para se tornarem as mais mortíferas armas já produzidas: inteligentes, obedientes e - acima de tudo - letais. No entanto, dentro das armaduras estão três amedrontados bichos de estimação, cujo instinto de sobrevivência pode se sobrepor aos desmandos de seus criadores."




-Aqui neste Link do Coilhouse e neste outro, "imagens" e uma história "suspeitíssima" de um Projeto Russo para criação de ciborgues caninos.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Patrulha Estelar / Star Blazers (1984)





We're off to outer space We're leaving mother Earth

To save the human race Our Star Blazers

A cry for help, a desperate plight, makes our Star Force reunite

As we rush to meet our fate, the Comet Empire awaits

We must be strong and brave to stop its evil ways

If Zordar's plot should work he'll destroy the universe

We'll fight the Comet Empire battle through the raining fire

Filled with the hope that Earth will survive

We'll keep peace alive with our Star Blazers

Yusei Kamen (1966)




"Super-Homem do Espaço (Yusei Kamen/1966) conta a história da guerra entre a Terra e o Planeta Pineron. Humanóides, os pinerons inclusive conviviam em nosso planeta, dentre estes, Peter, filho do Dr. Robert Johansen e uma pineron. Peter é também o Super-Homem do Espaço, que luta para proteger a Terra dos constantes ataques, e por aí vai." (Informações via YouTube)



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domingo, 8 de agosto de 2010

"Parece invenção a influência da Ficção Científica"





"Eis o motivo do gênero estar em voga atualmente: vivemos num século cujas principais inovações científicas foram imaginadas por artistas. Sim - vivemos em um mundo de ficção científica. E parece que não há nada mais para ser inventado ou imaginado."

Trecho da coluna de Alexandre Matias, com o título desta postagem, no Caderno 2 de 08 de agosto no Estadão. Menciona o filme "A Origem" de Christopher Nolan. Eu não assisti à "película" (ainda é película?), mas o pouco que li a respeito me remeteu ao anime "Paprika", indicado ao Leão de Ouro de Veneza de 2006 (!), de Satoshi Kon (o mesmo diretor de Tokio Godfathers) e baseado no romance de Yasutaka Tsutsui.

Leia o trecho de uma resenha que encontrei AQUI:

"Contar a estória do filme é tarefa um pouco complicada. Um instituto psiquiátrico está desenvolvendo um aparelho chamado DC Mini que permite que se assista aos sonhos do paciente, uma grande promessa para o desenvolvimento de novos tratamentos. Como é de se esperar, alguns aparelhos somem antes que sua versão final seja aprovada gerando desespero da residente Dra. Atsuko Chiba, seu colega inventor Kosahu Tokita e o chefe Dr. Torataro Shima. Acrescenta-se ao time o detetive Tokimi Konakawa.

Tentar entender todas as idas e vindas dessa jornada em busca dos aparelhos desaparecidos seria pretensão depois que nos deparamos com a parada de “todas as coisas que existem”. Se nos deixarmos adentrar essa seqüência, o ponto alto do filme, podemos nos perder para todo o sempre. Darumas, bonecas russas, a estátua da Liberdade e um portal xintoísta se misturam sem hierarquia numa procissão que toma conta da cidade numa cadência que arrepia. A música animada-psicótica foi criada por Susumu Hirasawa."

Mais gente notou esta semelhança AQUI.

Outros, entretanto, acusam o filme de ter se inspirado no Tio Patinhas, conforme vemos AQUI.

De todo modo, Paprika é um grande anime. Quem curtir, assista.

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Certamente, devido ao horário desta postagem, será quase impossível alguém assistir... Mas hoje (dia 08 de agosto), às 21:30, Nelson de Oliveira, o organizador das antologias do Projeto Portal dará um entrevista no Entrelinhas da TV Cultura... Mas devem disponibilizar na rede... (Desculpem, esqueci de postar antes)

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quinta-feira, 15 de abril de 2010

A resposta mental da FC







(artigo de Braulio Tavares no Mundo Fantasmo)

Algumas teorias dos gêneros literários procuram defini-los em termos da resposta emocional que provocam no leitor. O gênero do horror (ou terror) é o exemplo mais à mão. Não importa a época em que se situa, o estilo literário em que se expressa, não importa tema, ambiente, personagens, desenvolvimento... O que conta é que é uma história escrita com a intenção de provocar essa resposta na pessoa que lê. E que essa pessoa procure esse livro com a intenção clara de passar por essa experiência emocional.

O mesmo pode-se dizer do humor e do cômico; o mesmo pode-se dizer também da pornografia e do erotismo. As histórias podem se passar em qualquer época e qualquer lugar, em qualquer ambiente; tudo isto é irrelevante. Se cumprirem aquele objetivo – provocar o riso, ou a excitação erótica – pertencem ao gênero, e estamos conversados.

No caso da ficção científica, a resposta procurada por autores e leitores já foi formulada de diferentes maneiras. Definições mais antigas usam a expressão “sense of wonder”: a sensação de deslumbramento, de maravilhamento, diante de algo surpreendente, grandioso, a ponto de modificar nossa própria noção sobre o universo. Em fases posteriores, com autores e leitores mais exigentes, mais experimentados, mais questionadores, surgiram expressões como “conceptual breakthrough” (Peter Nicholls) e “cognitive estrangement” (Darko Suvin).

Ambos os conceitos são tentativas de fazer uma sintonia fina no “sense-of-wonder” tradicional, formulado na década de 1930. Nicholls criou a expressão “conceptual breakthrough” (mais ou menos “ruptura conceitual”, o ato de destruir uma visão do Universo e ter acesso a uma visão mais complexa, como o pinto rompe a casca do ovo e descobre o mundo) enfatizando esse poder da FC de nos fazer enxergar de repente a verdadeira realidade. É a imagem daquela famosa gravura em que um sujeito se arrasta até o horizonte, fura um buraco no céu, enfia a cabeça por ali e vislumbra mecanismos espantosos. É a visão do astronauta Bowman em “2001”, quando penetra no monolito e percebe ali o portal para hiper-dimensões.

Darko Suvin, um crítico influenciado pelo marxismo e pelas idéias de Bertolt Brecht, propôs o termo “cognitive strangement” que significa “estranhamento cognitivo” ou “distanciamento cognitivo”. Para ele, a FC nos possibilita ter de repente uma visão “de fora” das coisas, distanciada, livre das idéias preconcebidas, como se estivéssemos vendo aquilo pela primeira vez; e isto nos dá um conhecimento mais profundo do que estamos vendo. Como Newton vendo a queda de uma maçã, percebendo a atração do planeta Terra, e intuindo a partir disto todo um sistema de forças. Ou como Einstein vendo um trem passar a toda velocidade e percebendo que os passageiros do trem se consideravam imóveis relativamente uns aos outros.

São essas “respostas mentais” que definem a FC, e não a presença de espaçonaves, alienígenas, robôs, pistolas de raios, etc.

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(Para outros artigos de Braulio Tavares envolvendo Ficção Científica, clique AQUI. )


P R O J E T O P O R T A L B L O G F E E D