Projeto Portal é uma revista de contos de ficção científica com periodicidade semestral, editada no sistema de cooperativa. A pequena tiragem — duzentos exemplares de cada número — será distribuída entre acadêmicos, jornalistas e formadores de opinião. Serão no total seis números (de papel e tinta, não online). Cada número da revista homenageia, no título, uma obra célebre do gênero: Portal Solaris, Portal Neuromancer, Portal Stalker, Portal Fundação, Portal 2001 e Portal Fahrenheit.


Idealização: Nelson de Oliveira | Projeto gráfico e diagramação: Teo Adorno
Revisão: Mirtes Leal e Ivan Hegenberg | Impressão: LGE Editora



P R O J E T O P O R T A L B L O G F E E D

domingo, 6 de dezembro de 2009

Sonho dos andróides

Philip Kindred Dick foi trazido de volta ao nosso convívio no corpo de um andróide interativo.
Entretanto...



...para ler o resto e descobrir o que aconteceu com o andróide/robô de Phillip K.Dick, clique AQUI (Via Capacitor Fantástico). Ou em inglês.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

[ Esqueçam tudo o que já foi dito sobre o fim do mundo: ele ocorrerá mesmo no dia 31 de julho de 2013 ]

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

RESENHA AO STALKER POR Daniel Serrano-do PQP

FONTE: www.postoqueposto.blogspot.com
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Sobre Portal Stalker


Portal Stalker é uma revista literária; dedica-se à ficção científica e é o terceiro número (são seis previstos) de projeto do escritor Nelson de Oliveira, que tem se mostrado excelente agregador de bons escritores. A Portal Neuromancer, hão alguns de lembrar, passou por aqui em resenha, há já quase um ano. Para o número novo, algumas considerações: bem mudado vem o time de escritores — Portal Stalker atua com elenco justo de onze. Dos que tinham disputado o outro torneio, é de se reconhecer que mantiveram a forma. Roberto de Sousa Causo, Marco Antônio de Araújo Bueno, Tiago Araújo e Luiz Bras não só mantêm firme a bola ao pé como arriscam novos dribles, sem que com isso saiam a equilibrar-se em altos saltos, coisa de contrário tão comum no futebol, irmão rico da literatura. É ainda certo que põe-se um time sempre novo, à busca de coisa nova que lhe dê brilho aos espetáculos. Entram aí fortes as estréias: Sérgio Tavares, Brontops e Ivan Hegenberg, presenças-mais-que-preciosas nesse penetrar ofensivo à língua. Desses, afinal os que mais gostaram a este confuso resenhista, fazem-se breves comentários.




Roberto de Sousa Causo
Ágil seu conto O novo protótipo — preciso nos cortes do texto. O início vai a levar o leitor, até que se anuncia, como a negar pirulito: “Gostava do bairro. Seria bom morar nele, mas ela estava ali para matar um homem”. E aí está-se dentro. A narrativa consegue envolver e curiosos são os experimentos de vocabulário, que têm no colocar-junto de duas palavras ordinárias o efeito grandioso: metrômaglev, lixôrganico, foramundo.


Sérgio Tavares
Sagrado é assustador e realíssimo. Grande empresa de marketing, de mercado, toda a organizar mega-evento religioso. Há no narrador um distanciamento como que obrigatório, mas também uma ânsia de envolvimento. Quer pôr-se longe e para isso indica “procurar bibliografia em MKULTRA, ARTICHOKE, BLUEBIRD, MKDELTA, MKNAOMI e outros”, além de cuidar da precisão, indicando numericamente velocidades médias e acelerações. Mas deixa-se levar, enchem-se seus olhos com o “espetáculo de chamas e choro” e chega a desabafar: “Por fim me perguntou se, para mim, filho da puta, havia algo realmente sagrado". Incorpora humor, e aí tem-me um ponto.


Brontops
Na vista ampla, o tema é batido: fim do mundo. Mas chega a ser triunfal a saída que lhe encontra em Kripton. Sem também deixar tombar o humor, sai-se muito bem com o conto {Os quereres}, verdadeira ode ao acaso em tempos (estes e os que provavelmente vêm) de controle de variáveis. Dá no que dá — o verdadeiro apocalipse é o que se vive, ou se viveu, o que aliás lhe tira o tom dramático, embora não tanto. Trata disso seu terceiro gol na revista, sob o longo título Buraco no céu ou 22 de dezembro de 2012.


Marco Antônio de Araújo Bueno
É o do esquema tático. Atenção para a composição muito pouco casual dos parágrafos, em números de linhas. No fantástico Holograma, 4/4/4/4/4/8/4/4/4/4/4; ajuda-nos a subir a montanha e depois tomba-nos de lá, carinhosamente. As frases são curtas, rápidas, tomam da poesia certo paralelismo, metrirritmando a prosa. Também assim são Tempo virtual, mate real e Nonsensal. Wharia avariada, cativante já no título, é tripartido: I, II, III. Atos-corte, fissuras no espaço-tempo, com costura precisa, enxuta.


Tiago Araújo
Quando anuncia “Os quatro ou cinco centímetros de espessura — dependendo da vontade do casal”, suspendendo a função da medida, Tiago Araújo me tira um riso do lábio. E segue assim ao levar-nos por seus três contos [Artigo 15.720 (Provisório), Artigo 16.831 (Translúcido) e Artigo 20.053 (Revelação)], sempre a jogar com o dúbio e esticar, suspender. Das boas lições, uma delas é um verdadeiro manual para a sobrevivência dos relacionamentos conjugais.


Luiz Bras
Volta e volta com suas perseguições. Tem-se a missão, sai-se a cumpri-la, queimam-se arquivos. Gostoso mesmo é o jeito por que nos leva a história, em lances de engano e enganação. Singularidade nua é um dos mais longos da revista, mas tanto se sustenta que flutua; atrito, mesmo, só tomado por boa coisa — atrito de faísca.


Ivan Hegenberg
O personagem de seu Esquizóide está confuso, mas confunde-nos ao notar-se personagem. Não se sabe “at home” ou “at Rome”, nem se Júlio César é Jesus Cristo. Nem importa; o conto dá margem a algumas das mais criativas brincadeiras de linguagem da revista: “Um ou vários vírus. Vèro. Vi, vi, vi, vi, vi, vrrrrrrrrrrrrrrr...” ou “Tróia dos portos dos fortes das troças trapaças...”. Mas confuso, em verdade, é o que não está o personagem. Ou não será isto sinal de lucidez: “Será isso o que se passa comigo? Não um experimento científico, mas um experimento artístico?”

domingo, 29 de novembro de 2009

Mapa estelar




Entrando no time

É um privilégio fazer parte deste time, com o conto "O insustentável desenvolvimento do ser" no Portal Fundação que será lançado no início de dezembro. Estou convidando também meu colega de curso Ricardo Delfim para participar deste blogue.
Aguardem meus posts.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

portal fundação se aproxima

hipocampo


















Un estudio apunta a que las personas que han perdido neuronas en el área del hipocampo en el cerebro tienen más posibilidades de desarrollar demencia.



















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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Sobre a circulação de exemplares_Prof.Luiz Fonseca

Caro Marco Antônio:

Muito obrigado pelo interesse demonstrado. Grato também pelos endereços eletrônicos. Depois que me afastei das atividades do Fandom, na metade da década de noventa, estabeleci uma meta pessoal de ação bem definida: junto com alguns professores da UFSCar e aqui da UNESP de Araraquara, também entusiastas da FC, resolvemos, a exemplo de algumas Universidades americanas e canadenses, tentar introduzir essa literatura de vanguarda no meio acadêmico, inicialmente como uma disciplina de pós-graduação. A editora da UFSCar quando seu presidente era o Deonísio da Silva,professor por mais de vinte anos dessa universidade, editou o Somnium, o fanzine do CLFC ( na realidade já transformado em um semi-prozine por mim e pelo Carlos André Mores). Posteriormente o prof. Romeu Rocha Filho, vice-reitor entusiasmou-se bastante com a ideia, principalmente por ter surgido a possibilidade de se aumentar o acervo de FC com a compra da biblioteca do falecido coronel Ayrton, sócio do CLFC ( mais de dez mil livros, quase todos em inglês). Infelizmente tomamos uma ducha de água fria: a filha do Ayrton resolveu vender o acêrvo do pai para um sebista do RS pelos mesmos R$ 5.000,00 oferecidos pela biblioteca da Universidade. Para mim isso ainda é um mistério impenetrável.
A importância dessa aquisição era óbvia para o prof. Romeu: ela alavancaria fortemente a idéia da disciplina de FC/F junto ao Conselho Universitário da instituição.
A biblioteca da UFSCar é um primor: no último andar, climatizada, estão as coleções especiais como a do sociólogo Florestan Fernandes e a do Caio Sampaio ( também um sócio doCLFC) cuja coleção de FC/F foi doada pela esposa, após a sua morte. Diga-se de passagem, o acesso ao acervo dessa biblioteca não é restrito aos docentes só da UFSCar.
Para evitar esses problemas já doei, em vida, minha biblioteca para a UFSCar. Ou seja quando do meu falecim ento ela será transferida para essa universidade.
Quanto aos portais, realmente algo de estranho existe entre algumas pessoas que recebem esses exemplares. Para você ter uma ideia o primeiro portal (Portal Solaris)eu comprei em um sebo virtual (!), e não era só esse sebo que tinha exemplares para vender.
Já recebi outras sinalizações positivas de envio do portal Stalker. Fica agora apenas o portal Neuromancer que, realmente deve ser mais difícil de encontrar pois foi editado há mais tempo.
Um abraço: Luiz
.Também pode contar comigo quanto a resenhas se for o caso!